Um postal em aguarela, onde cada canto é um encanto. Assim que o comboio começa a chegar a Veneza, o impacto é imediato. Em passo apressado, todos tentamos aproveitar ao máximo, tudo o que esta cidade tem para nos oferecer. A energia que paira no ar e na água é contagiante. Paramos para apreciar o material de uma obra a ser transportado em barcos ou a polícia a controlar o trânsito marítimo. É incrível como é que tudo se coordenada e acontece aqui. As ruas são estreitinhas e vão afunilando à medida que vamos olhando para cima. É normal e assustador ao mesmo tempo.




E as mais de 400 pontes que esta cidade tem são de cortar o fôlego. A verdade é que estivemos longe de as pisar a todas, mas acredito que devemos ter visto, pelo menos, umas 200. Entre as mais modernas, as históricas ou as que simplesmente servem de acesso a uma habitação, não é difícil atingir este número.



A Ponte Rialto é a mais antiga de Veneza, onde se concentra muita gente e algum comércio. A Ponte da Academia é uma das poucas pontes que ainda é de madeira. A Ponte Scalzi é de pedra e está localizada na zona da estação ferroviária, tendo sido durante muito tempo a única ponte que permitia o acesso dos dois lados. A Ponte Calatrava é a mais moderna, construída em 2008 e a primeira que pisámos. A Ponte dos Suspiros é uma ponte barroca, que foi cosntruída com o intuito de ser uma prisão. A Ponte delle Tette é uma ponte histórica, usada pelas prostitutas, no rio Di San Canciano. A Ponte dei Pugni no rio Di San Barnaba, era usada como local de combates entre os séculos XVI e XVIII e tem quatro pegadas de mármore, que indicavam a posição inicial dos lutadores.




Aqui também fomos ao encontro do Il Papiro, uma loja tradicional com estacionário de cortar a respiração, com recordações bastantes diferentes e cheias de significado. A Libreria Acqua Alta estava no roteiro, mas foi um murro no estômago. Já sabia ao que ia, mas ver aquilo mesmo diante dos nossos olhos tem outro impacto. Porque muitos daqueles livros que estão a servir de escada ou parede para cenários fotográficos não estão estragados, vê-se claramente. O que dá uma pena sem possível descrição.


Veneza é uma memória em aguarela. E o quanto quero voltar não está escrito ❤︎