O terceiro dia na ilha das paisagens de cortar a respiração começou com sol e tempo ameno. Perfeito para nos perdermos. Isso mesmo, andámos perdidos, em busca da Lagoa do Fogo. E ao fim de 5 horas, sempre a andar por trilhos lamacentos, em curva-contra curva, com subidas mais acentuadas do que o Monte Everest, suspendemos a nossa aventura. Havia mais para ver e não queríamos nenhum lesionado. E até a vista estava turva. Mas nem tudo estava perdido. No último dia, vão perceber o porquê!


Como não podia deixar, para o resto do dia tivemos mais chuva miudinha. O mote perfeito para descer até à Lagoa do Congro, com um caminho menos sinuoso, sempre a descer, que não custa nada. Só precisamos de saber onde colocar os pés e ganhar consciência de que quem desceu, vai ter que subir. Mas assim que chegam lá abaixo, a memória fotográfica com que ficam, compensa qualquer subida.


E porque quem desce também sobe, terminámos a subida na Caldeira Velha. Mas não a pé, calma! E tenho já uma confissão a fazer, foi o único local do roteiro que não cumpriu com as expectativas. Há duas modalidades de bilhetes; ou pagam 10€ e podem visitar tudo, com direito a banhos de 1h30 ou pagam 3€ e podem apenas visitar, sem direito a banhos em águas demasiado quentes. Atenção, a Caldeira Velha é muito bonita, mas com custo associado, é preferível irem ao Parque Terra Nostra, a dimensão não é sequer comparável. No que toca a banhos, é preferível a Poça da Dona Beija, que não chegámos a visitar, mas que sabemos ter muito mais tanques onde podem ficar de molho.

Não podíamos terminar o dia sem ir explorar uma recomendação feita de manhã, o Salto do Cabrito. Uma das cascatas mais bonitas, com uma queda de água extraordinária. Teríamos ficado horas a contemplar este fenómeno da natureza, mas a barriga já começava a reclamar e rumámos até ao melhor bife da ilha, n’O Galego.
