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São Miguel, dia 02

O segundo dia na ilha das vacas felizes foi um misto das quatro estações. Nem esta viagem seria a mesma coisa, se assim não fosse! Ora fazia sol e estava abafado, ora fazia chuva e corria uma brisa fresca. Mas nada que um impermeável cor de teletubbie, um chapéu de chuva e roupa facilmente adaptável às diferenças de temperatura não resolvessem.

Começámos pelo Parque da Ribeira dos Caldeirões. Com cascatas imponentes dignas de postais, este foi um dos parques naturais mais bonitos onde já estive. Com um parque de estacionamento mesmo ao pé da entrada, várias zonas de piquenique e até churrasco, não há desculpa para não o visitarem. Ainda apanhámos um grupo de corajosos que, vestidos a rigor, andavam a saltar de cascata em cascata. Uma experiência que fiquei com vontade de realizar, confesso.

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O dia chegava a meio e já estávamos no Parque Terra Nostra, prontos para ficar de molho em água a cerca de 40º, o resto do dia. Podia ter sido este o cenário, mas optámos por nos perdermos no parque, em busca do recanto mais bonito. Mas a água estava mesmo quente, as mãos de todos serviram de confirmação. E também cheira a enxofre, e muito! E agora, atentem no que vos confidenciar: perto deste parque há uma casa tradicional de bolos lêvedos, que tem os melhores que comemos na ilha, Bolos Lêvedos Rosa Quental - Os Genuínos Bolos Lêvedos das Furnas (e não se esqueçam das Queijadas da Vila!).

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Uma vez mais, energias repostas, continuámos a explorar a ilha bonita, sempre com vacas em cada monte. A Lagoa das Furnas esperava com uma paisagem inquietante e mágica. Uma imensidão a perder de vista e uma igreja abandonada que fez as delícias dos mais curiosos, que não eu, óbvio!

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O dia terminou nas Caldeiras, nas Furnas. Não é aqui que se vê o famoso cozido a sair das Furnas, mas o cheiro que abunda nesta zona é muito desagradável e intenso. Ora cheira a enxofre, ora cheira a porco cozido. Estas caldeiras são pequenas lagoas de água da chuva formadas nas crateras do vulcão que está adormecido desde 1630. A combinação da água da chuva com o magma que está perto da superfície, dá origem às fumarolas, nascentes e fontes termais, onde a água atinge temperaturas muito elevadas. Até o muro que nos impede a aproximação perigosa está morno!

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No caminho até à Associação Agrícola dos Açores, fomos retomando o apetite voraz que nos acompanhou durante toda a viagem. Não desesperem, a seu tempo saberão tudo sobre as nossas experiências gastronómicas.

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