Caía uma chuva miudinha, quando chegámos à ilha das vacas felizes. Com uma hora de atraso, fomos levantar as malas e o carro e rumámos até ao hotel para fazer o primeiro levantamento das condições do terreno. Em Ponta Delgada, as ruas são estreitinhas e o escasso estacionamento é a pagar. O que nos salvou foi o parque de estacionamento do hotel, sempre com um lugar à nossa espera.
A primeira paragem foi o Mercado da Graça, já a pensar na fruta que ia fazer parte do nosso menu de degustação diário. Mas parece que tenho sempre uma pontaria extraordinária, o Mercado estava em obras de manutenção, estando todas as bancas no parque de estacionamento. Ainda assim, o Rei dos Ananases vende a melhor fruta ao melhor preço.
Descemos até às Portas das Cidade, três imponentes arcos que nos abrem as portas de Ponta Delgada. A fome apertava e começámos à procura de um restaurante para almoçar. Não foi fácil, confesso. Ou estavam cheios e sem previsão de tempo de espera ou estavam desertos. Como que por magia, encontrámos o Alcides. E foi logo na primeira refeição que percebemos que se comia muito bem em terras açorianas.


Com energias repostas, estávamos prontos para dar início à exploração das redondezas. O Jardim Botânico António Borges levou-nos de regresso a Sintra, convidando-nos a apreciar o que de melhor a natureza no meio da cidade tem para nos oferecer.





A Plantação de Ananás dos Açores esperava por nós. Com duas estufas cheias de pequenos ananases amarelinhos e redondinhos, fomos conhecendo a história por detrás de uma das principais matérias primas da Ilha de São Miguel. No fim, tivemos direito a uma degustação de licor e compota de ananás. Também devorámos os sumos, um gelado e, claro, meio ananás.

O primeiro dia estava prestes a terminar. As energias precisavam, uma vez mais, de ser repostas. E, por isso, fomos para a fila de espera d’ A Tasca. Um dos melhores restaurantes onde comemos. A seu tempo, saberão tudo sobre os restaurantes por onde passámos.