
O primeiro livro da saga Witcher que ficou aquém do esperado. Com um ritmo de ação lento, faltou a atmosfera de suspense e o humor cínico, a que Sapkowski nos tem habituado desde o início. As descrições são muito densas e pesadas provocando uma perda de intensidade ao longo de toda a narrativa.
Ainda assim, há um encadeamento lógico e bem estruturado na sequência de acontecimentos. O que não consegui encontrar no terceiro volume - O Sangue dos Elfos. Além disso, o enredo continua a ser explorado de forma exímia. Porque assistimos ao contínuo desenvolvimento da personalidade de personagens importantes como o Geralt, a Ciri ou a Yennefer, o que contribui para a consistência da narrativa. Mas senti falta do Jaskier, que apareceu só para nos dizer que também marcava presença.
Ciri continua a ser o centro de toda a narrativa. Ou não fosse ela a criança da profecia que todos procuram, a criança que tem nas suas mãos o poder de salvar o mundo ou de o destruir. Entre intrigas e divergências, os reis e exércitos posicionam-se em pólos opostos. E os magos lutam entre si, alguns a soldo dos reis, outros na defesa dos elfos. Afinal, a guerra que ameaça todas as raças está iminente.