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Review | O Poder

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Às páginas tantas, preciso de ler outras coisas para saber que é num thriller ou policial que encontro o conforto para o final de um dia caótico. Acontece que, ultimamente, todos os outros géneros literários ficam aquém das expectativas. E o último livro que ocupou a minha mesa de cabeceira, não foi exceção. Infelizmente. Porque uma inversão dos papéis sociais tinha tudo para dar certo, se fosse explorado de outra forma.

Uma narrativa onde as mulheres ganham o poder de magoar, torturar e matar, vira a sociedade do avesso e os papéis sociais dos homens e das mulheres são invertidos. Eles passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite. Elas dominam tudo e todos. Numa ação demasiado lenta e com muitos episódios de violência gratuita. As páginas estão carregadas de insanidade e carnificina. A sede de vingança cega as mulheres. O poder com que são surpreendidas corrompe-as, destituindo-as de razão, em muitas das situações descritas.

Apesar de ser uma narrativa que explora os efeitos devastadores desta reviravolta, que nos apresenta o impacto político, económico e social na sociedade e que nos expõe, de forma muito pouco convencional, as desigualdades, acho que entrei com as expectativas demasiado elevadas para esta experiência literária.

Book | O Poder

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