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Review | O Clube do Crime das Quintas-Feiras

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Às páginas tantas, temos mais um quebra-cabeças que requer paciência e perspicácia para ser desvendado. Numa aventura fascinante, com homicídios ja arquivados por resolver, um grupo de quatro reformados bastante amistosos e sempre com um truque na manga é-nos apresentado. Mais uma aventura policial e estamos preparados para beber um chá e comer biscoitos, numa das residências privadas do pacato bairro de Fairhaven. O Ron é um ex-sindicalista todo tatuado. A Joyce é uma viúva ternurenta que de ingénua tem muito pouco. O Ibrahim é um ex-psiquiatra com uma habilidade analítica incrível. E a Elizabeth, a mais enigmática dos quatro, é a cabecilha deste grupo de investigadores octogenários amadores.

Sob o mote de resolver um homicídio brutal que acaba de acontecer, esta narrativa policial torna-se digna de aplausos. Porque a forma como se estabelece a relação entre este grupo de reformados e a polícia local é muito peculiar e interessante. Porque a velhice é apresentada de forma nua, sem floreados, com todas as limitações, mas acima de tudo, com a dignidade que lhe é devida. Porque vemos os nossos limites de paciência serem testados, muitas vezes. E porque, se há passagens que nos fazem sorrir, também há as que nos fazem soltar uma gargalhada sonora. No fim, o inevitável acontece. E sem fazer parte dos planos, há mais do que um crime a ser resolvido.

Book | O Clube do Crime das Quintas-Feiras

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