
O livro de janeiro ficou muito aquém das expectativas. Ainda para mais sendo um policial nórdico, daquele que é o melhor escritor deste género literário, segundo consta. Uma construção narrativa que tinha tudo para dar certo. Um argumento fantástico. Uma atmosfera tensa e aterradora. Um detetive com lutas interiores que perturbam qualquer um. E um encadeamento lógico de todos os acontecimentos.
Quando a primeira neve cair, o boneco de neve voltará a aparecer. E quando deixar de nevar, há mais alguém que desaparecerá. O ritual repete-se sucessivamente, sem que consigam perceber qual o denominador comum entre todos os desaparecimentos: mulheres, casadas e com filhos. Encarregado da investigação, o Inspetor Harry Hole vai estabelecer todas as ligações necessárias, apercebendo-se rapidamente de que não passa de um mero peão num jogo mortífero.
Mas o facto de nos terem conduzido três vezes a um pico de tensão com a descoberta do presumível assassino, roubou o suspense, o choque e a surpresa. Aquele que deveria ter sido o clímax desta experiência literária, tornou-se apenas mais uma informação. A identidade do boneco de neve não foi previsível, mas também não me deixou boquiaberta. E foi isto que me desiludiu.
Book | O Boneco de Neve