
Um policial perfeito. Intenso e enigmático. Uma narrativa construída de forma exímia, sem falhas. Com uma atmosfera dramática, o caminho até ao clímax é surpreendente. As mortes sucedem-se umas às outras, sem o conseguirmos antecipar. Às páginas tantas, estamos de tal forma imersos no desenrolar de todos os acontecimentos que acabamos por fazer parte do enredo. O detetive somos nós. E apesar de Agatha Christie nos colocar pistas pouco credíveis à frente do nariz, consegui descobrir quem era o assassino em série.
Uma ilha deserta na costa do Devon é o palco de toda esta narrativa sombria. E U. N. Owen é o anfitrião que consegue reunir dez desconhecidos que nada têm em comum. Pelo menos, aparentemente. Durante o jantar de boas vindas, a voz do enigmático anfitrião acusa cada um dos convidados de esconder um segredo. Nessa mesma noite, um deles é assassinado. A tensão vai aumentando à medida que os sobreviventes se apercebem que o assassino é um deles e está preparado para eliminar um a um.
Um filme deste livro daria um bom filme de terror. Que eu não veria, porque prezo muito as minhas noites de sono tranquilas. À medida que cada um dos convidados é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” com o desaparecimento de uma de dez estátuas. E agora um spoiler: não há sobreviventes. Mas também não há detetive que solucione este mistério incrível.
Book | No Início Eram Dez