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Review | Lugar Feliz

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Um brunch. Um almoço de reencontro. Um livro à média luz. Umas férias no parque de campismo que nos recebe todos os anos. Um gelado de nata. Uma pizza de massa fina. Aquela viagem de avião que nos deixa sempre nervosos, mas prontos para mais uma descoberta. Um mergulho no mar, em pleno mês de julho. Uma tarde no jardim, a sentir a brisa fresca. E um abraço de quem é colo e casa. O meu lugar feliz. Que Emily Henry me fez recordar a cada página virada.

Com uma simplicidade perfeita, este é mais um romance leve e de libertação prolongada. Queremos que acabe, para perceber se há ou não o final feliz pelo qual ansiamos. Mas não estamos emocionalmente preparados para o final. Porque Harriet e Wyn encaixam na perfeição. Como pão e manteiga, gin e água tónica, sol e praia. Com o amor a crescer a cada ano que passou; e já lá vão oito. Mas, a verdade é que Harriet e Wyn acabaram há cinco meses e ainda não disseram a ninguém. Porque não querem sentir-se responsáveis por mais um final. O da família que construíram ao longo dos anos e com quem passam todos os verões, na casa do Maine.

Um mal entendido. Uma falha de comunicação. Uma sensação de felicidade comedida. E um medo constante de falhar e de ser pouco. Agora, e porque esta semana terá que ser para lá de maravilhosa, uma vez que a casa do Maine será vendida, Harriet e Wyn têm que mentir com todos os dentes. Ninguém pode desconfiar de nada. É a grande despedida. A derradeira oportunidade para umas férias memoráveis e não querem ter o peso de arruinar as últimas memórias do lugar mais feliz do mundo. Ao longe e de olhos semicerrados, este plano parece infalível. E apenas com um final possível. Ou pelo menos, o final que queremos. E que Harriet e Wyn merecem.

Book | Lugar Feliz

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