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Review | As Cores do Assassino

E depois de uma partilha sobre os melhores thrillers, acabo de ler um que não me conquistou como esperava. Sendo este o género literário que ocupa mais prateleiras na minha estante, as expectativas são sempre elevadas a cada nova aquisição. E por isso, as desilusões literárias acabam por ser inevitáveis. Mas mesmo com a fasquia elevada, acredito que ainda há muitos thrillers extraordinários à minha espera.

Este é um thriller com uma narrativa muito confusa. As cores e os sons ocupam o pilar central de toda a ação. Jasper sofre de sinestesia - associa as cores aos sons. E não reconhece os rostos das pessoas com quem se cruza e com quem diariamente convive. Num mundo que só ele vê, tudo estaria em perfeita harmonia se não tivesse testemunhado o homicídio da sua vizinha, Bee Larkham. Jasper viu o assassino, mas não consegue reconhecê-lo.

Numa luta dramática que nos deixa com os nervos em franja, Jasper tenta reconstruir todos os acontecimentos que antecederam à fatídica noite. O ritmo de ação é rápido, mas pouco intenso. Sem rodeios, todos os acontecimentos caminham para o desfecho. E apesar do final não ter sido surpreendente nem rebuscado, foi a descoberta do assassino mesmo nos momentos finais que conseguiu dramatizar e intensificar toda a narrativa.

Book | As Cores do Assassino

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