
Aterrávamos em Lisboa, depois de cinco dias na ilha da Madeira, quando li o último parágrafo desta experiência literária. Que também foi uma viagem bonita. Pela escrita poética e pela sensibilidade com que Íris Bravo nos conta a história de Sofia. Mas também por ser uma história mundana, com que facilmente nos conseguimos identificar. Os problemas de todos os personagens podem ser os problemas de cada um de nós; e é esta proximidade que nos cativa, capítulo após capítulo.
Uma atmosfera que absorve o temperamento de cada um dos personagens; da intensidade ao dramatismo, aqui vivemos uma montanha russa de emoções. É Ricardo quem nos mostra o egoísmo e a presunção concentradas num único ser. É Sofia quem nos prova que a coragem e determinação nos permitem feitos extraordinários que, muito provavelmente, nunca fariam parte dos nossos planos. E é Alex quem nos revela que até a pessoa mais fria, consegue ser arrebatada pelo verdadeiro amor.
A cadência de acontecimentos está muito bem delineada e tudo acontece no tempo certo. Especialmente a parte final, com uma reviravolta impressionante. Mas o final em aberto faz-me sempre torcer o nariz. Mas é apenas uma opinião pessoal. E claro que vou ler o próximo, apesar da capa ter dado spoiler sobre este livro.
Book | A Terceira Índia