
Ainda não tinha tido uma experiência literária sobre o Holocausto narrada sob uma perspetiva menos pesada. E foi interessante, especialmente pelo modo como esta história, um tanto ou quanto ficcionada, nos foi contada. Sob a forma de cartas, ficamos mais próximos de todos os intervenientes, conseguimos sentir qual foi o peso da guerra na vida de cada um, com relatos desconfortáveis que nos arrepiam e com recordações que nos fazer sorrir timidamente por percebermos que ainda resta um bocadinho de Humanidade.
Além de todos os relatos e recordações, esta é também uma história que nos conforta pelo simples facto de nos mostrar o poder que a literatura tem, especialmente nos momentos mais duros e sombrios. Os livros conseguem ser uma verdadeira terapia, aproximando-nos das pessoas, permitindo-nos criar laços que se revelam duradouros e ou intensificar simples momentos. Ler acaba por ser uma rotina prazerosa e bastante terapêutica.