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Review | A Rede Púrpura

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What. The. F*ck. E esta foi exatamente a mesma reação que tive quando terminei A Noiva Cigana. Porque este é mais um thriller incrivelmente intenso, com uma narrativa viciante de tão macabra que é. Às páginas tantas, e sempre com a luz acesa, estava constantemente a olhar por cima do ombro. O choque é real, tendo em conta o quão dissimulada e retorcida pode ser a mente humana.

Um thriller obscuro que apostou as cartas mais fortes na construção da intriga e na proximidade emocional com a equipa de investigação da BAC, enquanto tentam desmantelar a Rede Púrpura, uma organização sinistra. Há meses que recolhem informação sobre este grupo que trafica, em vídeos de violência extrema, na dark web, o lado negro da Rede. E tudo ganha novos contornos, quando invadem a casa de uma família de classe média, para assistirem, no quarto de um mero adolescente, a uma sessão snuff ao vivo, onde dois homens encapuzados torturam uma rapariga.

É no meio de descrições angustiantes que corremos contra o tempo ao lado da equipa da BAC, mesmo quando Elena Blanco parece não ter noção dos meios aplicados para atingir os fins que tanto ambiciona. A verdade é que, durante todo este tempo de pesquisa, a chefe da BAC manteve em segredo a sua descoberta e o seu maior medo. Lucas, o filho desaparecido quando era ainda uma criança, caiu nas mãos desta organização criminosa. E para saberem o quão triste é o final, vão ter que ler este thriller genial.

Book | A Rede Púrpura

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