
2020 foi o último ano em li um livro sobre aquele que deverá ter sido o maior crime contra a humanidade. As muitas páginas que folheei sobre o que se viveu nos campos de concentração. E uma pandemia a decorrer, sem previsão sobre o futuro, forçaram-me a parar de ler estes testemunhos, mais ou menos ficcionados. Sabia que não seria definitivo, nunca é. Simplesmente, porque nunca saberemos tudo o que aconteceu. E cada um tem a sua história para contar.
Uma bibliotecária. Um tatuador. Ou uma parteira. Que nos mostram sob diferentes olhares, o que foi a Segunda Guerra Mundial e como conseguiram encontrar força nas pequenas coisas. Mantendo viva a esperança; a deles e a dos que com eles sobreviveram. Com Anke Hoff, a parteira alemã, as coisas não seguiram um rumo diferente.
Porque no meio do caos, da violência, da desumanidade e da morte anunciada, a parteira Anke salvava as vidas que conseguia. Numa atmosfera sombria, carregada de descritivos angustiantes, Anke é submetida às mais diversas provações, para manter a família a salvo, ao mesmo tempo que se deixa levar pelo amor improvável. Anke é mais uma prova de como tempos difíceis fazem pessoas fortes, mesmo perante escolhas que parecem impossíveis.
Book | A Parteira Alemã