
É difícil escrever um bom thriller. E ainda mais difícil é, quando a premissa assenta no trauma depois de um homicídio: Alicia Berenson matou o marido e, desde então, nunca mais disse uma palavra. Não mostra qualquer tipo de emoção ou reação, independentemente do estímulo a que é sujeita. Um thriller psicológico com uma intensidade ímpar. Uma narrativa misteriosa e perturbadora, onde o nível de tensão é sempre elevado e permanente. Uma harmonia perfeita entre todos os que participam no desenrolar desta trama psicológica.
A atmosfera sombria foi de tal forma envolvente que, apesar da familiaridade com thrillers psicológicos, os suores frios caracterizaram esta experiência literária. E sem querer dar spoilers do que quer que seja, a resposta está num quadro. Ou não fosse Alicia Berenson uma pintora britânica, jovem e famosa, com uma vida aparentemente perfeita ao lado do marido Gabriel, um conhecido fotógrafo de moda, numa casa de sonho nos arredores de Londres. Mas tudo muda numa noite. Quando Gabriel chega a casa, depois de uma sessão fotográfica, é morto com cinco tiros. E Alicia nunca mais fala.
A recusa de Alicia em falar sobre o que a motivou a cometer um crime atroz, transforma-se num mistério e confere a Alicia uma notoriedade sem precedentes. O preço dos seus trabalhos artísticos dispara, passando a ser alvo de um mediatismo implacável. Por isso, a paciente silenciosa é conduzida para uma unidade de psiquiatria forense de alta segurança no norte de Londres. É excessivamente medicada que Theo Faber, um psicoterapeuta criminal, a encontra quando consegue ser admitido na Grove. Com valores éticos muito questionáveis, a sua determinação vai levá-lo por um caminho tortuoso até à verdade.
Book | A Paciente Silenciosa