
Um thriller juvenil perturbador. Com uma narrativa construída de forma inteligente, com um crescendo de suspense angustiante. Mas mesmo nas páginas finais, quando estamos prestes a chegar ao clímax de tudo, há uma quebra abrupta de intensidade; tudo terminou de uma forma que soube a muito pouco. Com um final vazio, desprovido de sentido face a toda a narrativa que tinha sido construída. E uma ponta solta, que me deixou frustrada.
Porque esta experiência literária tinha tudo para ser perfeita. Com uma narrativa a duas vozes, duas personalidades bastante distintas. Roach e Laura, duas livreiras cujos pontos de vista sobre True Crime são antagónicos, assumem o palco deste drama. Ao passo que os serial killers são a força motora de Roach, uma obsessão mórbida e assustadora, Laura vê neste género literário um aproveitamento do sofrimento alheio, dando mais tempo de antena a quem não o merece. E é com a chegada de Laura à livraria onde Roach sempre trabalhou que esta se sente determinada a fazer parte da história de Laura. Com ou sem o seu consentimento.
E sempre que leio thrillers, fico sempre na dúvida: não sei quem tem uma mente mais retorcida, se nós que os lemos ou se quem os escreve. Mas é seguro estarem ao meu lado. Nem uma formiga sou capaz de pisar.
Book | A morte de uma livreira