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Review | A Mão que Mata

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O regresso aos bons policiais. Com uma experiência literária marcada pela influência de Agatha Christie e o regresso às manhãs de sábado, sentada no sofá a devorar todos os episódios de Inspetor Max. A brigada da Polícia Judiciária encarregue da investigação contribuiu para esse reavivar da memória.

Uma narrativa muito bem construída, com um encadeamento lógico e rápido de todos os acontecimentos. Sem falhas de raciocínio. Mais do que isso, uma atmosfera tão intensa e imersiva que nos permite antecipar o próximo passo. Como se fizéssemos parte do enredo. E é o inspetor Bruno Saraiva que o permite, chamando a nossa atenção para todas as pistas que vai encontrando. Os pormenores são importantes e estão ao nosso alcance.

Um argumento bem estruturado, que joga pelo seguro e não choca. Mas que por isso mesmo, resultou tão bem. Numa casa onde estão dez pessoas, há uma que não saíra com vida. Pelo menos uma. Tudo aconteceu numa manhã fria de inverno, quando a família Ávila acordou em sobressalto: o corpo da tia Manuela jaz numa poça de sangue. E apesar de nenhum dos presentes ter um carinho especial por ela, nenhum tinha motivos para a querer morta. Pode ter sido o resultado de um assalto que correra mal. Mas não há indícios que o justifiquem. A polícia reúne todos os esforços para encontrar o culpado, mas a família Ávila não está disposta a colaborar. Um segundo cadáver é encontrado na mansão da Serra de Sintra. E agora, todos são suspeitos. A partir deste momento, a ascensão até ao clímax é extraordinária. E as expectativas para o que se segue são elevadas.

Book | A Mão Que Mata

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