
E foi mesmo no último dia de dois mil e vinte e três que terminei mais um conjunto de contos policiais. Em que apenas um deles foi natalício. E apesar de sentir que os contos policiais, embora fugazes, nos fazem sempre regressar ao conforto que é desvendar um crime, em quase todos estes contos, faltou a intensidade e a atmosfera sombria. Ainda assim, Agatha Christie é sempre exímia na arte subtil de construir um crime, seja ele qual for.
Uma casa de campo, invadida pelo espírito natalício e acolhida pela crepitação da lareira, parece ser o local mais indicado para um crime, não fosse um bilhete sinistro e misterioso deixado na almofada de Hercule Poirot. Mas este não será o único mistério que o extraordinário detetive belga irá desvendar; longe disso. Há ainda a terrível descoberta de um corpo num local inusitado, um baú; ou uma discussão que acaba numa morte e até o estranho caso do morto que alterou os seus hábitos alimentares. Já o enigma de uma vítima que sonha com o próprio suicídio promete ser desvendado pela velhinha bisbilhoteira, Miss Jane Marple, de quem já tinha muitas saudades.
Book | A Aventura do Bolo de Natal