Uma pequena vila literária, demasiado gira e amorosa. Cada rua colorida com uma história para contar e memórias para recordar. E foi na rua principal que tudo aconteceu. As casinhas rasteiras pintadas à mão e uma chávena às bolinhas, como recordação [se pudesse tinha trazido tudo o que havia na Ana Todo Bom]. Os marcadores que me conquistaram assim que os vi, na Livraria do Mercado.




Uma livraria com verdadeiras relíquias e um mercado biológico no mesmo espaço! Ia pronta para deixar um rim nesta livraria magnífica. Mas a minha carteira foi poupada. Ou não houvesse apenas um livro da Agatha Christie, que eu já tinha. E, desta feita, rumámos até à Livraria de Santiago, uma livraria numa antiga igreja! Aqui já não houve controlo. Ainda para mais quando foram oferecidos!


Mas nem só de livros e ruas bonitas se fez a nossa viagem a Óbidos. E foi na Capinha d’Óbidos que lambemos os dedos. Um pão com chouriço feito à nossa frente e cozido em forno de lenha. Uns bolos típicos que casaram tão bem com o tempo outonal que se fazia sentir. Mesmo em agosto. O verão no oeste é assim.


Óbidos é assim. Com muitos livros. Com ruas bonitas. E bolos típicos deliciosos.