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No Pica-Pau.

Sempre gostei de celebrar, mesmo que fosse apenas porque sim. Mas celebrar mais uma volta ao sol do homem da minha vida é especial. Porque é um amor sem medida, para o resto da vida. É o colo, o amparo e o abraço que merece tudo. E a escolha do restaurante não podia ter sido mais acertada. Foi no Pica-Pau que encontrámos o aconchego do regresso a casa, depois de mais um dia. Com uma banda sonora tipicamente portuguesa para tornar o ambiente mais acolhedor. E com pratos que nos deixaram sem palavras de tão delicioso que estavam, desde o início ao fim. Porque nada desiludiu.

Um couvert com pão de Mafra ainda quentinho e pronto a derreter a divinal manteiga dos Açores ou para acompanhar o molho pica-pau incrivelmente surpreendente. As azeitonas marinadas no ponto certo que desapareceram sem deixar rasto. Uma Saladinha de Tomate com Requeijão de Nisa que ainda me deixa com água na bica, só com o recurso à recordação. E o melhor dos petiscos ficou para o fim, porque estas Amêijoas à Bulhão Pato merecem minuto de silêncio. E ainda que guardámos um bocadinho de pão. Esta é a dupla que todos respeitam.

Como ainda havia mais para degustar, segue-se mais um momento de apreciação de uma Açorda de Gambas, um Polvo à Lagareiro muito tenro com batata a murro e cebolada de pimentos assados e ainda um Arroz de Pato. Estava tudo deliciosamente delicioso. Mas esperem, porque ainda acabou! Faltam as sobremesas, claro está. Um Morgado do Bussaco e um Pudim Abade de Priscos. Ambos muito bons, mas demasiado doces para gosto pessoas. O que nos vale é que há toda uma carta para degustar!

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