Este foi o dia mais especial, com as expectativas mais elevadas. E que foram superadas, mesmo depois de alguns percalços. Para Roma, não tinha comprado bilhete nenhum com antecedência e correu tudo bem. Algumas filas, mas conseguimos ver tudo, apesar da afluência aos pontos turísticos. Acontece que em Barcelona, isto não funciona. Perdemos a oportunidade de visitar a Sagrada Família e, com receio de acontecer o mesmo com os restantes pontos turísticos, comprámos os bilhetes no dia anterior. Para a Casa Batló, estava tudo dentro dos valores esperados; já para o Parc Güell, o preço triplicou e já só podíamos escolher com guia. Uma experiência que se revelou ainda mais enriquecedora.


Mas antes de começarmos com uma viagem fotográfica, a primeira paragem foi no Faire, Brunch & Drinks. O preferido da viagem e com desconto no The Fork [não têm de quê!]. O ambiente é bastante acolhedor e as opções são muito agradáveis. E mais uma vez, bowls e outros que tais, só daqui a dez anos. Mas foi uma aprendizagem, porque as viagens também servem para isso mesmo.


E foi em passo apressado que chegámos à fila da primeira reserva do dia, a Casa Batló. Uma verdadeira obra de arte, por dentro e por fora. Aqui, ficámos a conhecer Gaudí, uma dos mais importantes arquitetos, uma figura central do Modernismo Catalão. Com um estilo único que combina natureza, religião, geometria e imaginação. Todas as suas obras têm uma estética muito orgânica, onde as formas curvas, as cores vibrantes e os detalhes inspirados na natureza se revelam características diferenciadoras. A Casa Batló, considerada Património Mundial da UNESCO, apresenta particularidades muito interessantes. A fachada é feita com fragmentos de cerâmica colorida, através de uma técnica chamada trencadís. O telhado aparenta as costas de um dragão [e na próxima visita, já sabemos que o bilhete terá que incluir também esta sala]. As varandas que, para uns se parecem com máscaras e, para outros com caveiras. As colunas que se assemelham a ossos. As escadas onduladas e as entradas de luz natural incrivelmente trabalhadas. Esta é mais uma paragem obrigatória, que vos deixará de queixo caído, com todos os pormenores extraordinários.








E desengane-se quem acha que ficou a saber tudo sobre Gaudí. A visita ao Parc Güell ensinou-nos mais um bocadinho sobre esta figura icónica, que acabou por morrer atropelada por um elétrico, tendo sido confundido com um mendigo, devido ao seu aspeto físico. Ironicamente, hoje é considerado um génio. O Parc Güell foi inicialmente encomendado por Eusebi Güell, com o intuito de ser uma urbanização de luxo, mas que nunca chegou a ser concluída. Uma vez mais, a arquitetura deste parque foi influenciada pela natureza, com formas orgânica, que imitam árvores, cavernas e animais. É mais uma obra de arte, com curiosidades espantosas. Ao longo do percurso, vemos colunas feitas de materiais reciclados concebidas com o propósito de sustentar o peso das palmeiras. O terraço mais famoso, com uma vista incrível sobre a cidade, tem um banco em forma de serpente coberto com mosaico é o maior do mundo. Há ainda uma sala com 86 colunas, que servem de transportadoras para a água da chuva que se acumula no terraço, desaguando num reservatório. E como não podia deixar de ser, a famosa escadaria com a salamandra colorida, um dos símbolos do parque, que não está a funcionar como fonte de água, devido à seca que assola a região.












Para não vos contar tudo sobre as obras primas de Gaudí, vamos já rumar ao El Nacional, o local que nos acolheu para o jantar. Uma tábua do melhor presunto ibérico e, na minha humilde opinião, bem melhor do que o nosso. Mais suave e saboroso. E porque não nos podíamos ir embora sem provar paella, lá experimentamos. Sucede que estava boa, mas o arroz à valenciana que a minha querida mãe faz, é melhor. Os camarões eram minúsculos e só tinha mexilhões e pedaços de lula. Além de ser demasiado condimentada. E foi aqui que começámos a formar a opinião de que não se come assim tão bem em Barcelona.
