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Barcelona, dia 01

Barcelona, a cidade da arquitetura elegante, em todos os edifícios. Em que cada rua dava um bonito postal. Onde nos sentimos seguros em todas as esquinas, a qualquer hora do dia. Onde os transportes públicos funcionam de forma exímia e sem falhas. Barcelona, a cidade onde celebrei as vinte e nove primaveras e que conquistou o meu coração. Aqui fui muito feliz. E voltarei a ser, porque há muito por explorar.

Aterrámos já ao fim do dia e após check in feito, rumámos ao La Pubilla, um dos restaurantes mais falados neste vasto mundo digital. Eis que só aceitavam pessoas com reserva, pelo que ainda não seria naquela noite que o experimentaríamos. Nem tudo estava perdido, porque nos recomendaram o restaurante mais abaixo, o Morralet. E à semelhança do que vem sendo hábito por aqui, não vos esconderei nada. Já era tarde e não tínhamos muita margem para agir, é um facto. Mas aqui encontram um serviço muito demorado, com doses muito pequenas e preços muito elevados, apesar dos pratos escolhidos estarem bons.

Um novo dia começava e, por queremos aproveitar ao máximo tudo o que a cidade tinha para nos oferecer, achámos que um brunch seria uma boa opção. É um facto que serve de pequeno almoço e almoço, mas é caro [quando comparado com as opções que temos por Lisboa] e ao fim de quatro dias, já não posso ver bowls, panquecas e ovos mexidos à frente. O Brunch Out Barcelona é agradável, mas não extraordinário. Ainda assim, vimos as energias repostas até bem perto das 18:00.

Mas vamos ao que interessa, que já se faz tarde. O Bairro Gótico esperava por nós e aqui me confesso, foi umas das minhas zonas preferidas da cidade. Com a Plaça del Rei a acolher a imponência dos edifícios históricos, cuja antiguidade está muito bem preservada; a Catedral de Barcelona a mostrar a sua grandiosidade [que optámos por não visitar, com a promessa de não falhar na próxima volta] e a Ponte del Bisbe, um marco turístico tão procurado nos dias de hoje e que confere uma beleza própria a esta zona.

É no Passeig Lluís Companys que encontramos o Arc de Triomf, com muitas pessoas por todo o lado. Uma característica comum a [quase] todos os pontos turísticos desta cidade e que faz parte da experiência. E mesmo pertinho, entrámos no Parc de la Ciutadella, uma dos parques mais famosos e que, tomem nota, ainda é gratuito. Com espaços verdes ao longo de todo o percurso, duas estufas com uma coleção de plantas invejável, com o pequeno lago e a sua fonte monumental, este parque é uma paragem obrigatória que merece ser desfrutada com tempo.

Quase a terminar o dia, lá fomos nós até às Ramblas, para desfrutar daquele que foi o melhor jantar, no Taller de Tapas. Aqui encontram uma casa de tapas mui bela, com uma variedade daqueles que prometem ser os melhores pratos da gastronomia da cidade. Houve croquetes com chouriço, lulas fritas, batatas bravas, polvo, pão com tomate e até creme catalão. E não, não foi mais caro do o jantar anterior. Aqui estava tudo deliciosamente delicioso e a conta final foi bastante surpreendente. Não sobram dúvidas, este é para repetir.

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